terça-feira, 2 de novembro de 2010

Resenhas do feriadão

O Alvo Final (Wrong Side of Town)

Sujeito sai com a patroa e o novo casal vizinho curtir uma noitada na cidade e se vê numa confusão quando mata acidentalmente o sujeito que tenta violentar sua esposa.  Filme B que conta com dois astros da WWE, Rob Van Dam (que é realmente muito parecido com o belga) e o grandalhão Dave Batista e poderia ter sido especial. O coreógrafo é um sujeito chamado Marrese Crump, que também atua no filme e que, aparentemente, é um grande artista marcial e vai inclusive trabalhar na Tailândia no próximo filme de Jeeja Yanin, estrela de Chocolate, mas seu trabalho é arruinado por um diretor que não sabe aparentemente quase nada de como filmar ação. Fora que o Van Dam, embora canastrão, é tremendo performer, extremamente ágil pra alguém do seu tamanho, mas que não teve seus talentos devidamente explorados, como no “clássico” Lua Sangrenta, com o Gary Daniels. Uma lástima. Saudades da PM Entertainment.

Beatdown

Brigador de rua (Rudy Youngblood, de Apocalypto) vai para o interior fugir de sujeito que matou seu irmão e que esá lhe cobrando uma grana altíssima. Lá ele vai rever seu velho pai, com quem nunca se deu bem, se apaixonar e se envolver em lutas clandestinas.  Esse filme é curioso. Embora o diretor seja um dublê conceituado, com mais de dez anos de experiência, o sujeito deve ter em sua casa um pequeno altar com a fotografia de Michael Bay, além de uma filmoteca que conta apenas com filmes deste diretor, Chamas da Vingança do Tony Scott, Romeu e Julieta do Baz Luhrmann e videoclipes da MTV. O sujeito treme e usa efeitinhos em TODAS as cenas do filme, até nos diálogos. A cena final em que o protagonista está diante do chefão do mal é uma das coisas mais mal filmadas que já vi. O Uwe Boll fica parecendo o Copolla ao lado desse diretor. Mais Woody Allen , Wilson Yip e Isaac Florentine e menos vídeo game, Paul Greengrass  e MTV pra você aprender a filmar diálogos e lutas, estúpido! Saudades da PM Entertainment. (2)

Entretanto, as coreografias (quase arruinadas pelo beócio do diretor) e os atores seguraram a onda pra mim. O lutador de MMA Michael Risping surpreendeu-me, bastante carismático, poderia facilmente fazer filmes de gangster na sua Inglaterra natal, e Danny Trejo, bom, é Danny Trejo. Legal vê-lo fazendo um senhor temente a Deus que se move numa cadeira de rodas, longe dos tipos marginalizados e durões que o tornaram famoso. O filme tem também o injustiçado Eric Balfour como o irmão ciumento e violento da namorada de Rudy Youngblood. Aliás, me equivoco, esse sim é o grande injustiçado. Como é triste ver um sujeito como ele, cuja experiência anterior foi um filmaço de Mad Mel, ter que trabalhar com um diretor tão meia boca. Será que é porque é índio?

Atração Perigosa (The Town)

Pra não dizer que não falei de flores, esse me surpreendeu. Nunca fui muito com a cara do Ben Affleck, mas aqui ele não apenas atuou bem como se mostrou um diretor bastante competente. Além de contar com um elenco bacana lhe dando suporte, como Jeremy Renner, John Hamm e a excelente Rebecca Hall, o sujeito dirige com segurança, bom ritmo, bons enquadramentos e faz um arroz com feijão muito bem cozido. Vou tentar assistir ao Medo da Verdade, filme anterior do sujeito. Fica aí a dica de um filmezinho bem bacana para se assistir no cinema e, quem sabe, fica a promessa de um diretor competente que pode crescer bastante.

2 comentários:

hqsubversiva disse...

é que o que mais me falta ultimamente é tempo, mas este novo do ben affleck está nos primeiros lugares da lista de filmes a se assistir.

Pedro Pereira disse...

Verdade. Nada mau este filme, fiquei impressionado.

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Pedro Pereira

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