quinta-feira, 18 de março de 2010

Por um punhado de Resenhas – 1ª Parte

Amigos: como vocês sabem, além de arrogante, bobo, sem graça, gordo, feio e não ter uma namorada, eu também sou um péssimo blogueiro. Se fossemos comparar minha atuação e atenção com este blog com uma relação amorosa, bom, acho que eu seria o Kiefer Sutherland e o “Mad Blog” a Julia Roberts. Mas deixemos de conversa e vamos começar estas mini resenhas com filmes de ação que assisti recentemente.

Lutador de Rua (Blood and Bone, 09) de Bem Ramsey

Essa produção lançada direto no mercado de DVD é uma mostra de que tendo um roteiro mais ou menos nas mãos de um diretor que não filme cenas de ação como um completo imbecil e tenha certa noção de ritmo, embora não seja um Isaac Florentine, e um sujeito carismático que seja bom de luta e possua firmeza em atuar com uma expressão apenas (coisa muito mais difícil do que as pessoas pensam), sai algo possível de ser consumido com a mesma empolgação com que se come um prato de jardineira tomando uma cerveja com os amigos em um botequim sujo de esquina. Longe de ser perfeito e repleto de gordurinhas, mas cai que é uma maravilha se o seu paladar e estômago forem fortes. Historia simples: ex-presidiário se envolve em lutas ilegais para realizar um secreto plano de vingança. Michael Jai White deve ser um dos caras mais subestimados da industria e é difícil de acreditar que o diretor do filme seja o roteirista da famigerada adaptação de Dragon Ball Z. Muita porrada, coreografada por J.J. Perry e participações especiais de Kimbo Slice, Bob Sapp e da linda Gina Carano em uma rápida porém simpática ponta. Pra quem acha que filme bom tem que ter no mínimo cinqüenta pessoas com o nariz quebrado.

Merantau (idem, 09) de Gareth Evans

Esse também é bacana. Aliás, bacaníssimo. Trama simples, similar a do tailandês “Ong Bak”, onde o protagonista Yuda (o novato Iko Uwais), jovem do interior que vai a cidade querendo ser um mestre de artes marciais, usa todas as suas técnicas em Silat para descer o sarrafo em traficantes de mulheres. Destaque para as excelentes cenas de luta e para os vilões Ratger e Luc, interpretados por Mads Koudal e Laurent Buson. O primeiro não luta tão bem quanto o segundo, mas deu bastante gás em sua interpretação de vilão sanguinário, pervertido e possivelmente homossexual, e aparentemente é um ator de certa fama na Dinamarca. Já Buson, pelo que li na internet, é membro de uma equipe de dublês de Hong Kong formada apenas por ocidentais, o que não e pouca merda não. Que o cinema Indonésio lance mais filmes como esse. O protagonista, como devem ter percebido pela minha economia em elogios, não tem tanta presença e certamente tem pouca intimidade com as câmeras, mas é muito talentoso como performer e achei sua atuação superior a de Tony Jaa em sua estréia. Claro que isso interessa menos do que a Karina Bacchi vestida com trajes de mulheres islâmicas discorrendo sobre o Alcorão, mas é um ponto positivo, espero que um novo astro tenha nascido com esse filme. Detalhe que a versão que assisti é a que saiu nos Estados Unidos, que, de acordo com o IMDB, tem cerca de 28 minutos a menos. Se alguém souber o que perdi (ou mesmo ganhei) vendo essa versão, por favor, me diga.

A Luta do Dragão (Dragon Fight, 89) de Billy Tang

Esse é da época em que Jet Li era Jet Lee. Antes das cordas e de interpretar Wong Fei Hung, ele interpreta um jovem mestre em Wushu, Jimmy, que, graças a um crime cometido pelo seu “irmão” Tiger (o ótimo Dick Wei), acaba ficando na América como fugitivo e imigrante ilegal. Enquanto ele tenta seguir com sua vida trabalhando em um mercadinho com o mulherengo e cafajeste Andy (Stephen Chow, também antes de virar superstar), Tiger se torna homem de confiança da máfia chinesa. Claro que uma hora isso vai dar merda... Não é um dos melhores da carreira do Li, mas é um filme bem divertido e com cenas de ação bem bacanas. Uma boa oportunidade de ver o astro saindo no braço sem artifícios. Agradeço ao amigo Takeo Maruyama, que me arrumou uma cópia do DVD gringo por um preço camarada. Até as próximas, onde falo das comédias que vi recentemente.

8 comentários:

Takeo Maruyama disse...

"Agradeço ao amigo Takeo Maruyama, que me arrumou uma cópia do DVD gringo por um preço camarada."

Eu é que agradeço pela propaganda, Luiz. Quem estiver interessado em adquirir umas raridades asiáticas em DVD, entre em contato, he, he, he.

Luiz Alexandre disse...

As ordens, amigo. Precisando de publicidade, já sabe. A propósito, comecei a ver ontem o Young Tiger, mais a frente comento ele por aqui.

Ronald Perrone disse...

Mais um que entra pro time que gostouo de Merantau! Mas para os fãs de uma porradaria cionematográfica, fica difícil não gostar...

O Blood and Bones eu estava com o pé atrás, e nem cheguei a pegar ainda. Mas agora vai.

Luiz Alexandre disse...

Pode ver sem receio, Perrone. O filme é bem simpático, apesar de uns clichê sentimentais bobos. A casca-grossice do protagonistas é, de alguma maneira, bastante comovente.

Just Daniel disse...

Cheguei até esfregar os olhos quando vi que o blgo tinha atualizado. hehe.

"Amigos: como vocês sabem, além de arrogante, bobo, sem graça, gordo, feio e não ter uma namorada, eu também sou um péssimo blogueiro."

Esse é vc ou eu?? :D

"Se fossemos comparar minha atuação e atenção com este blog com uma relação amorosa, bom, acho que eu seria o Kiefer Sutherland e o “Mad Blog” a Julia Roberts"

A minha tá como Roman Polanski e Nastassja Kinski. A Kinski saiu dizendo que Polanski como amante, era um ótimo cineasta. A diferença é q meu blog ainda não definiu exatamente no que eu sou ótimo, claro...

Aurea Domingues disse...

querido!!!!!! adorei seu blog
segue o meu tmb
bjks

herax disse...

Merantau é fodástico. Blood and Bone eu baixei faz tempo mas não vi ainda, mas gosto muito do Jai White, aka Black Dynamite.

Takeshi disse...

olá Luiz Alexandre! Apesar de termos colegas blogueiros em comum, eu não o conhecia e curti seu modo de resenhar.

Também curti demais o "Merantau", e foi ótimo relembrar desse "Dragon Fight". Fica aquele dilema: quando Jet Li não se utilizava de truques para atuar, ninguém gostava, após se firmar no wire-fu que dominou a década de 90, começaram a meter o pau que ele só luta com cabos... E pensar que 'Born to Fight', filme autêntico de Jet Li, foi fracasso de bilheteria, um ótimo filme, aliás.