segunda-feira, 31 de maio de 2010

A Clint Eastwood, em seu octagésimo aniversário

Sei que boa parte do mundo chora a morte de Dennis Hopper, ocorrida no último sábado, dia 29 de maio. Mas o mundo continua e, se por um lado lamenta-se a morte de um ícone, podemos prestigiar a vida de outro. Clinton Eastwood Jr comemora hoje 80 anos de idade com muito vigor e uma série de clássicos em seu currículo, seja como ator ou como diretor. Uma figura formidável, que conseguiu romper com o estereótipo de homem de ação (que desempenhou com talento e afinco) e se tornar um diretor que passeou pelos mais diversos gêneros com maestria, mostrando inteligência, sensibilidade e talento pouco visto atualmente em um cinema americano que já teve dias melhores. Fiquem agora com duas cenas de "Impacto Fulminante" (Sudden Impact, 1983), o quarto filme da série Dirty Harry, dirigido e protagonizado pelo próprio, que, aliás, foi o filme que me fez seu fã. Vida longa ao octagenário de ferro.





quinta-feira, 18 de março de 2010

Por um punhado de Resenhas – 1ª Parte

Amigos: como vocês sabem, além de arrogante, bobo, sem graça, gordo, feio e não ter uma namorada, eu também sou um péssimo blogueiro. Se fossemos comparar minha atuação e atenção com este blog com uma relação amorosa, bom, acho que eu seria o Kiefer Sutherland e o “Mad Blog” a Julia Roberts. Mas deixemos de conversa e vamos começar estas mini resenhas com filmes de ação que assisti recentemente.

Lutador de Rua (Blood and Bone, 09) de Bem Ramsey

Essa produção lançada direto no mercado de DVD é uma mostra de que tendo um roteiro mais ou menos nas mãos de um diretor que não filme cenas de ação como um completo imbecil e tenha certa noção de ritmo, embora não seja um Isaac Florentine, e um sujeito carismático que seja bom de luta e possua firmeza em atuar com uma expressão apenas (coisa muito mais difícil do que as pessoas pensam), sai algo possível de ser consumido com a mesma empolgação com que se come um prato de jardineira tomando uma cerveja com os amigos em um botequim sujo de esquina. Longe de ser perfeito e repleto de gordurinhas, mas cai que é uma maravilha se o seu paladar e estômago forem fortes. Historia simples: ex-presidiário se envolve em lutas ilegais para realizar um secreto plano de vingança. Michael Jai White deve ser um dos caras mais subestimados da industria e é difícil de acreditar que o diretor do filme seja o roteirista da famigerada adaptação de Dragon Ball Z. Muita porrada, coreografada por J.J. Perry e participações especiais de Kimbo Slice, Bob Sapp e da linda Gina Carano em uma rápida porém simpática ponta. Pra quem acha que filme bom tem que ter no mínimo cinqüenta pessoas com o nariz quebrado.

Merantau (idem, 09) de Gareth Evans

Esse também é bacana. Aliás, bacaníssimo. Trama simples, similar a do tailandês “Ong Bak”, onde o protagonista Yuda (o novato Iko Uwais), jovem do interior que vai a cidade querendo ser um mestre de artes marciais, usa todas as suas técnicas em Silat para descer o sarrafo em traficantes de mulheres. Destaque para as excelentes cenas de luta e para os vilões Ratger e Luc, interpretados por Mads Koudal e Laurent Buson. O primeiro não luta tão bem quanto o segundo, mas deu bastante gás em sua interpretação de vilão sanguinário, pervertido e possivelmente homossexual, e aparentemente é um ator de certa fama na Dinamarca. Já Buson, pelo que li na internet, é membro de uma equipe de dublês de Hong Kong formada apenas por ocidentais, o que não e pouca merda não. Que o cinema Indonésio lance mais filmes como esse. O protagonista, como devem ter percebido pela minha economia em elogios, não tem tanta presença e certamente tem pouca intimidade com as câmeras, mas é muito talentoso como performer e achei sua atuação superior a de Tony Jaa em sua estréia. Claro que isso interessa menos do que a Karina Bacchi vestida com trajes de mulheres islâmicas discorrendo sobre o Alcorão, mas é um ponto positivo, espero que um novo astro tenha nascido com esse filme. Detalhe que a versão que assisti é a que saiu nos Estados Unidos, que, de acordo com o IMDB, tem cerca de 28 minutos a menos. Se alguém souber o que perdi (ou mesmo ganhei) vendo essa versão, por favor, me diga.

A Luta do Dragão (Dragon Fight, 89) de Billy Tang

Esse é da época em que Jet Li era Jet Lee. Antes das cordas e de interpretar Wong Fei Hung, ele interpreta um jovem mestre em Wushu, Jimmy, que, graças a um crime cometido pelo seu “irmão” Tiger (o ótimo Dick Wei), acaba ficando na América como fugitivo e imigrante ilegal. Enquanto ele tenta seguir com sua vida trabalhando em um mercadinho com o mulherengo e cafajeste Andy (Stephen Chow, também antes de virar superstar), Tiger se torna homem de confiança da máfia chinesa. Claro que uma hora isso vai dar merda... Não é um dos melhores da carreira do Li, mas é um filme bem divertido e com cenas de ação bem bacanas. Uma boa oportunidade de ver o astro saindo no braço sem artifícios. Agradeço ao amigo Takeo Maruyama, que me arrumou uma cópia do DVD gringo por um preço camarada. Até as próximas, onde falo das comédias que vi recentemente.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Brás Cubas (1985)


Amigos, já faz um tempo – mais de uma semana, na verdade – que não escrevo nada aqui. A verdade é que andei meio distante do cinema, embora tenha visto filmes até bem interessantes, mas dos quais não me senti preparado para falar sobre. Procurando matar minha sede de filmes, fui à locadora e aluguei vários, aos quais posso acabar comentando futuramente, mas, por enquanto, gostaria de falar sobre a obra “Brás Cubas”, do diretor Julio Bressane, baseado no livro “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis que, curiosamente, assisti em outras circunstâncias.
Não me sinto preparado, na verdade, para redigir um texto analítico mais formal, ou mesmo de escrever sobre ele da maneira habitual. Não, amigos. Gostaria de, no entanto, começar de verdade essa postagem transcrevendo um pequeno trecho da obra “Truffaut/Hitchcock”, o famosíssimo livro que conta com uma série de entrevistas do francês François Truffaut com o inglês Alfred Hitchcock, em que ambos conversam sobre a adaptação de clássicos literários para o cinema:
“Truffaut- (...) Há um grande número de adaptações na sua obra, mas na maior parte das vezes se trata de uma literatura estritamente recreativa, de romances populares que o senhor remaneja ao seu modo até que se tornem filmes de Hitchcock. Entre as pessoas que o admiram, algumas desejariam que o senhor fizesse adaptações de obras importantes e ambiciosas, Crime e Castigo, de Dostoievski, por exemplo.
Hitchcock- Sim, mas eu jamais o faria porque Crime e Castigo é a obra de um outro, justamente. Fala-se frequentemente de cineastas que, em Hollywood, deformam a obra original. Minha intenção é não fazer isso nunca . Leio uma história apenas uma vez. Quando a ideia de base me convém, eu a adoto, esqueço completamente o livro e fabrico cinema. (...) O que não compreendo é que alguém se apodere realmente de uma obra, de um bom romance que o autor levou três, quatro anos para escrever que é toda a sua vida.(...)
Truffaut- Isso explica porque não rodará Crime e Castigo.
Hitchcock- Acrescento que, se rodasse Crime e Castigo, isso não seria bom de qualquer maneira.
Truffaut- Por quê?
Hitchcock- Se você toma um romance de Dostoievski, não apenas Crime e Castigo, não importa qual deles, há palavras demais lá dentro e todas têm uma função.
Truffaut- E por definição uma obra-prima é alguma coisa que encontrou sua forma perfeita, sua forma definitiva? (
Hitchcock- Exatamente. (...)”
Pois bem. Assisti nesse fim de semana a adaptação citada no primeiro parágrafo desta postagem. Segue uma breve ilustração para entenderem o que eu vi:
Imaginem Machado de Assis caminhando na rua. Ambos estão tranqüilos, quase que em sintonia, a vida, seguindo o seu tedioso e repetitivo ritmo. O nosso Imortal não tem, naquele instante, absolutamente nada demais ocupando seus pensamentos, Machado apenas caminha em direção ao lugar que pretende ir, poderia ser muito bem a padaria, um restaurante, a casa de um amigo ou sua própria.

Mas ele não está só. A sua espreita, um vil Julio Bressane o acompanha, obsessiva e calmamente. Machado não imagina que ele exista, quanto mais que o biltre o segue, contudo o perigo está muito próximo, a poucos passos de cheira-lo no cangote. O escritor está próximo a um beco e o diretor, cuidadosamente, aperta os seus passos. Seu olhar denuncia uma fúria e uma tara quase idióticas e sua mão segura um pedaço de ferro.

De repente, já colado a Machado, Bressane, o bastardo, o acerta na cabeça com sua barra de ferro. Machado cai atordoado. Julio sabia que aquele lugar passa muito pouca gente e que, naquela tarde, todos estariam mais ligados em assistir ao jogo da seleção brasileira. O cineasta o segura pelas pernas e arrasta o homem para o beco. O que se vê então é de causar pesadelos aos mais fortes: Bressane arranca as calças de machado e começa a currá-lo. Machado está completamente aturdido com a pancada, quase inconsciente, mas sua expressão denuncia dor e desespero. De alguma maneira isso parece excitar ainda mais o calhorda. Ele penetra com cada vez mais força o pobre escritor, levanta-se, termina de ejacular na boca de um quase morto e abandona sua vítima com as calças arriadas. Parabéns, Bressane. Você cometeu um dos crimes mais perversos e mais desalmados em toda a história da cultura nacional.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Eric Idle - Life will get you in the end

Uma pequena reflexão carnavalesca para todos nós, os malditos vivos.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Chang Cheh - Em Memória



Se uma doença pulmonar não o tivesse levado há quase oito anos atrás Chang Cheh faria hoje 87 anos. Para celebrarmos essa data tão especial a todos nós, seus admiradores, segue uma filmografia selecionada, alguns dos ainda poucos filmes que vi do diretor que me causaram boas afetações:
Sangue de Heróis (The Heroic Ones, 1970)

Um rei mongol decide dar cabo de todos os seus maiores inimigos. Para tal reúne nove de seus generais, que trata como seus filhos. Mas a inveja irá causar males irreversíveis dentro da família. Apesar do filme ser principalmente do boa praça David Chiang, a melhor cena de ação é protagonizada por Ti Lung, que enfrenta praticamente um exército inteiro com uma lança enquanto tenta proteger o rei embriagado. Participação especial de um careca Bolo Yeung.

Duelo de Punhos (Duel of Fists, 1971) e Hong Kong – A Cidade do Crime (Angry Guest, 1972)
Essa dobradinha está longe de ser uma unanimidade, mas tenho bastante apreço por ela.  No primeiro filme David Chiang é um engenheiro cujo pai, um mestre de kung fu, confessa a beira da morte que teve um filho fora de seu casamento com uma tailandesa, e pede pra que ele encontre. Mas eles não sabem que o outro filho é Ti Lung, um talento dos ringues de Muay Thai que se encontra em sérios problemas com bandidos que exigem que ele entregue uma luta. As cenas de boxe tailandês que percorrem o primeiro filme estão longe de serem perfeitas, mas achei um filme divertido e é simplesmente um barato ver o David Chiang usando as roupas da moda dos anos 70 passeando por Bangkok. Em certos momentos, por algum motivo, me lembra o filme que o Roberto Carlos não fez. 
No segundo a coisa melhora, os irmãos se envolvem com a Yakuza e precisam derrotar os cruéis bandidos, liderados pelo próprio diretor Chang Cheh e contando com o exímio carateca Yasuaki Kurata como braço direito. Longe do clima trágico e solene de seus outros filmes, essa dobradinha deve ser o cinema mais convencional e pop do diretor, que mostra bastante talento.
O Assassino de Shantung (The Boxer From Shantung, 1972)
Chen Kuan Tai é um pobre rapaz que chega a Shanghai em busca de oportunidades e consegue alcançar fama e fortuna com a única coisa que possui: os punhos. Além das cenas de ação muito bem encenadas, em especial a brutal sequencia final, o filme ainda retrata de maneira sensível a exclusão, sem cair em sociologismos tolos e perder a aura trágica e heróica que sempre acompanha a filmografia do diretor. Vale fazer uma dobradinha com “O Guerreiro de Aço” (Man of Iron), uma ótima “continuação” do filme passada vinte anos depois com o mesmo astro principal.
Irmãos de Sangue (Blood Brothers, 1973)
Chang (David Chiang) e Huang (Chen Kuan Tai) são dois irmãos ladrões que se unem com Ma (Ti Lung) em sua jornada em busca de glória. Mas a paixão entre o ambicioso Ma e a esposa de Huang irá trazer sérios problemas a irmandade. A busca pela fortuna sobrepujando a união sempre terminou mal no cinema do diretor. Filme recomendado para quem gosta do filme “Bala na Cabeça”, de John Woo, um “Changuista” ferrenho.
O Grande Mestre da Morte (Grande Master of Death AKA New Shaolin Boxers, 1976)
Alexander Fu Sheng é um jovem com talento no kung fu e um forte senso de justiça que compra briga com bandidos que oprimem os moradores da cidadezinha que mora. Esse me surpreendeu, a trama é bastante lugar comum no gênero, parece um filme do começo dos anos 70, mas acaba transcendendo. Um filme mais belo e trágico do que esperava. Recomendadíssimo.
Os Cinco Venenos de Shaolin (Five Venoms, 1978)
Um moribundo mestre de kung fu treina cinco discípulos em diferentes técnicas mortais. Porém, receoso de que alguns deles possam usar o que aprendeu para o mal, envia seu sexto discípulo em uma busca para impedir que os vilões triunfem, sendo necessário que este se una aos lutadores honestos. Mas têm um detalhe: todos os alunos treinavam usando máscaras, de maneira que não se sabe quem são os bons e os maus. O “whodunnit” de Chang Che pode não ser o maior filme de mistério já filmado, mas o diretor equilibra o drama e a ação com sua competência habitual, além de ter revelado ao mundo o grupo de atores que passaram a ser conhecidos como Venoms, como o excelentíssimo Kuo Choi AKA Philip Kwok, o pistoleiro sem um olho de “Fervura Máxima”.
Combate Mortal (Crippled Avengers, 1978)
Um cego, um surdo-mudo, um homem sem pernas e um louco se unem para enfrentar um terrível tirano e seu filho, um assassino que não têm as mãos. Não preciso dizer mais nada.
2 Campeões de Shaolin (Two Champions of Shaolin, 1979)
Esse é sensacional. Shaolin e Wu Tang envolvidos em ideologias políticas diametralmente opostas se enfrentam, numa guerra que não vai poupar ninguém. O final deste filme chega quase ao niilismo e tem alguns dos melhores combates de todos os tempos. Mais uma parceria do diretor com os Venoms, com o “Sapo” Lo Meng como astro principal.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Ninja Assassino (Ninja Assassin - 2009)

 
Amigos, essa postagem deveria ter sido feita dias antes, mas antes tarde que mais tarde ainda O ano de 2009 foi cercado de certa expectativa para todos os entusiastas dos filmes de ninja: os irmãos Wachowski com sua produção "Ninja Assassino" (Ninja Assassin) e Isaac Florentine com "Ninja" (Idem). Enquanto o primeiro contava com a direção de James McTiegue- seja isso bom ou ruim, não vi "V de Vingança"-, um popular astro pop coreano (o que é quase garantia de porcaria) e com as cenas de ação coordenadas pela equipe 87 Eleven, considerada uma das melhores do mercado, além de milhões de dólares, o que os permitiu realizar parte do filme em Berlim, o segundo contava com Scott Adkins no papel principal, coreografia feita por Akihiro Noguchi, responsável pela ação do filme "O Faixa-Preta", e tiveram de filmar na Bulgária fingindo estarem em Nova York. Resultado Final? Dinheiro não compra qualidade...

Enquanto o primeiro filme contou até com J. Michal Straczynski  como roteirista e com a produção da dupla que "revolucionou" o cinema de ação hollywoodiano, além de terem exposto o astro principal, de nome Rain, a uma severa rotina de atividades físicas que permitiram que o ator enganasse muito bem nas cenas de luta, com uma veracidade raramente atingida por atores sem formação marcial. Porém, o filme foi em boa parte estragado pela falta de habilidade de McTiegue, que com sua câmera tremida arruinou meses de muito trabalho. Cacete, pra quê o esforço em ter os melhores do mercado e filmar tudo como se tivesse que esconder limitações na gravação? Nem Sam Firstenberg faria isso! O filme no geral não é ruim, a história, mesmo clichê e com furos de lógica, tem um clima mais "quadrinho" do que várias adaptações pra cinema e é um passatempo com bastante ação, participação do honorável  Shô Kosugi como o mestre do mal, e um bocado de sangue, embora em um óbvio CG. Aliás, os efeitos visuais deixam muito a desejar, principalmente se levarmos em conta que os envolvidos no filme realizaram "Matrix".

Outro destaque, não sei se positivo ou negativo, é a falta de expressão do ator principal. Quando assisti ao American Ninja 4, episódio que reúne Michael Dudikoff e David Bradley, finalmente percebi que menos é mais quando se atua em um filme de ação. Quero dizer, se o ator prefere usar a mesma cara do começo ao fim do filme ele irá convencer mais do que se tentar expressar mais de uma expressão. Dudikoff provou que mesmo sendo incrivelmente pior que Bradley nas cenas de ação, ele parece mais durão. O mesmo podemos dizer de Rain: sua atuação no melhor estilo Jean Claude Van Damme combinado a uma voz mais empostada, mais grave, o tornam mais parecido com um guerreiro que Adkins em Ninja, embora o segundo varresse o chão com o primeiro. Claro que ser oriental faz qualquer um convencer mais como um ninja, mas não vou entrar nesses méritos.

No fim das contas, Isaac Florentine e Adkins são uma dupla muito mais poderosa que quaisquer "visionários" de Hollywood quando estes decidem fazer ação. "Ninja Assassino" é a prova de que a década passada desaprendeu a fazer filmes de luta. Divertido, mas poderia ter sido bem melhor.

Isaac Florentine e Scott Adkins: a resposta ocidental a Wilson Yip e Donnie Yen

Quem quiser conferir o making off do "Ninja Assassino", clique aqui. É mais interessante do que algumas partes do filme. Podem também conferir os textos do Ronald e Osvaldo sobre o filme do Adkins.

Zooey Deschanel & Joseph Gordon Levitt - Why do you let me stay here?

Dirigido por Marc Webb de, bom, vocês sabem.