domingo, 31 de outubro de 2010
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Sam Peckinpah concluído no blog "Dia da Fúria"
Pessoal, como alguns de vocês devem saber, faço parte do coletivo "O Dia da Fúria", blog formado por vários dos amigos que estão em meu blogroll e dedicado a analisar a filmografia de diretores admirados pelo nosso coletivo. Nos meses de setembro e outubro nos dedicamos a filmografia de um dos maiores cineastas americanos dos últimos 50 anos, o digníssimo Bloody Sam Peckinpah. Quem quiser conferir os textos completos basta clicar aqui. Eu mesmo contribui com análises de duas obras do homem, "Elite de Assassinos" e "O Casal Osterman". Espero que seja tão prazeiroso para vocês quanto com certeza foi para nós. Fiquem ligados porque ainda tem mais diretores pela frente. Sem querer entregar o ouro, digamos apenas que o próximo diretor lançou seu primeiro filme em 1968 e o gênero em que se dedicou foi deveras copiado mas raramente igualado. Em suma, obrigatório! ;)
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Sam Peckinpah
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Filme de Deadpool ainda não tem um diretor escolhido...
... mas aparentemente o atual favorito para dirigir o filme é um sueco chamado Adam Berg que fez este curta.
Roteiro dos caras do Zumbilândia e (possível) direção desse sujeito. Não deve ser exatamente o "O Poderoso Chefão" do século 21, mas pode dar pro gasto.
Roteiro dos caras do Zumbilândia e (possível) direção desse sujeito. Não deve ser exatamente o "O Poderoso Chefão" do século 21, mas pode dar pro gasto.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Descanse em paz, camarada
Caros amigos, como podem perceber, sou um sujeito deveras sentimental. Por vezes, quando certas figuras partem, eu meio que sinto como se fosse um parente meu que me abandona, como muitos outros o fazem. Eu sei, isso deve parecer bobagem para muitos de vocês, sei também que a vida tem dessas, ninguém vive para sempre, mas sinto que é meu dever escrever algumas linhas em homenagem a este que me fez repensar toda a realidade.
Eu, que aprecio cada vez mais com o passar dos tempos o estudo da filosofia, que compreendo a importancia da racionalidade e até mesmo do ceticismo para que certos totens e tabus sejam devidamente desfeitos quando necessário, fiquei abalado quando o conheci. Eu, que estive por algum momento em dúvidas sobre minhas convicções, algumas delas ligadas a minha criação cristã, já estava acreditando que o mundo não era um lugar para a magia, que o inexplicável era apenas um truque, que os cientistas, esses Mr. Ms da existência, adoram desvendar e expor a quem quiser ver. Eu, que quando pensava que nada mais havia de oculto ou mesmo de mágico, me deparei com sua presença maciça na tela de minha TV e voltei a ser menino.
Você que deixou a mim e a muitos outros extremamente confusos, merece todo a nossa consideração. Sei que você não foi uma unanimidade, que sua vida ainda será alvo de muita desconfiança por parte de muitos, mas nós, seus admiradores, sabemos que isso é bobagem. O mundo, sem dúvida alguma, perdeu um ídolo. Contudo, como dizia Quintana, agora você passou a ser menos dos olhos e mais do coração, até que, brevemente, possamos dizer: parece um sonho que tenha vivido.
Por isso que, nesse momento, abro meu coração e digo:
DESCANSE EM PAZ, POLVO PAUL!
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Polvo Paul
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Para Hugh Jackman, em seu 42º aniversário
Isso é pelo que você fez com o Wolverine, babaca!!!
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domingo, 12 de setembro de 2010
Dose dupla de Bruce - Sem trocadilho
Na semana passada tive uma grande vontade de rever alguns filmes do Bruce Lee. Foi o que fiz. Esta introdução foi apenas para introduzir mesmo, não tenho nada a dizer além do óbvio, queria ver filmes dele e vi. Eis as minhas impressões:
Operação Dragão (Enter The Dragon, 1973)
O criminoso Han (Shek Kin), ex-monge de Templo Shaolin, realiza torneio de artes marciais em sua ilha particular, como fachada para seu negócio internacional de drogas e prostituição. Um playboy endividado (John Saxon), um negro que não se rebaixa ante ao “Homem” (Jim Kelly) e, é claro, um artista marcial recrutado pela CIA (Bruce Lee) são convidados para este torneio. Um clássico B, sem dúvida. Robert Clouse pode estar longe de ser um Sam Peckinpah, mas fez um filme de ação simpático, com bom ritmo e nunca chato. O trio Bruce Lee/John Saxon/Jim Kelly poderia ter rendido um “men on a mission” acidental mais inspirado, mas tudo bem. Assistir ao Bruce Lee exibindo sua superioridade marcial contra os capangas de Han e em cima do mesmo é sempre divertido, assim como a interação entre Saxon e Kelly. Aliás, não lembrava do quanto era divertida a cena em que Saxon e Kelly apostam suas lutas com um chinês que mais parece uma versão maoísta de Adolf Hitler. “The Maoist Hitler”, eis o grande exploitation nunca feito.
Só é uma pena que o Bruce Lee tinha de demonstrar sua superioridade marcial de forma tão veemente, seu embate contra O’Hara (Bob Wall), o homem que matou sua irmã e contra o velho, mas habilidoso, Han poderiam ter sido mais disputados. Mas tudo bem. Talvez o mais verossímil seja ver Bruce despachando seus adversários sem dificuldade mesmo. Aliás, vendo esse filme, fico pensando se Bruce Lee não seria uma espécie de Steve McQueen asiático e como seria interessante se tivessem filmado juntos. Mas acho que nunca saberemos. Que droga.
O Dragão Chinês (The Big Boss, 1971)
O filme que sedimentou o “Dragão” como um astro. Um jovem chinês vai para a Tailândia em busca de trabalho. Lá, além de emprego, ele encontrará violência e morte. Aparentemente o filme seria protagonizado pelo James Tien, o sujeito que acolhe Bruce em Hong Kong , mas com a mudança de diretores decidiram dar o crédito ao nosso querido Lee. Bruce só vai lutar mesmo com quase uma hora de duração, o filme não é tão agitado quanto Operação Dragão, lançado dois anos depois, até porque seu personagem tenta ao máximo zelar por sua promessa de não lutar com ninguém. Mas quando luta...
É incrível como Bruce se movia mais rápido e dava golpes mais bonitos que praticamente todo mundo com quem contracenava. Fico imaginando como seria vê-lo em ação mais pro fim dos anos 70, onde as coreografias marciais alcançaram um nível bem mais elevado. Entretanto, não consigo imaginar o Bruce lutando em um Shape , como fizeram Sammo Hung e Gordon Liu. Aliás, se Bruce Lee chamasse o Gordon Liu, o Chen Sing e o Sammo Hung ou o Jackie Chan ele poderia fazer sua versão de “Sete Homens e Um Destino”, onde ele seria o McQueen, é claro, Liu seria Yul Brynner, Sing seria o Charles Bronson e o Humg (ou o Chan) seriam o jovem pistoleiro. Mas já estou divagando.
Lo Wei, o diretor, não é exatamente o cineasta mais talentoso do mundo, mas criou um filme até bastante redondo, brutal (o mais sangrento de Lee) e que apesar de alguns equívocos é um filme bem legal, me remeteu um pouco os filmes de ação que se faziam no começo dos anos 70 em Hollywood, como os trabalhos do Winner com o Charles Bronson. Só que com uma atmosfera mais cafona, pobre e suja, como uma cruza entre um thriller, um filme mundo cão e kung fu. Parafraseando Charles Bronson, pode não ser um Bergman, mas dá pra se divertir.
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