quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Para Hugh Jackman, em seu 42º aniversário

Isso é pelo que você fez com o Wolverine, babaca!!!

domingo, 12 de setembro de 2010

Dose dupla de Bruce - Sem trocadilho



Na semana passada tive uma grande vontade de rever alguns filmes do Bruce Lee. Foi o que fiz. Esta introdução foi apenas para introduzir mesmo, não tenho nada a dizer além do óbvio, queria ver filmes dele e vi. Eis as minhas impressões:

Operação Dragão (Enter The Dragon, 1973)


O criminoso Han (Shek Kin), ex-monge de Templo Shaolin, realiza torneio de artes marciais em sua ilha particular, como fachada para seu negócio internacional de drogas e prostituição. Um playboy endividado (John Saxon), um negro que não se rebaixa ante ao “Homem” (Jim Kelly) e, é claro, um artista marcial recrutado pela CIA (Bruce Lee) são convidados para este torneio. Um clássico B, sem dúvida. Robert Clouse pode estar longe de ser um Sam Peckinpah, mas fez um filme de ação simpático, com bom ritmo e nunca chato. O trio Bruce Lee/John Saxon/Jim Kelly poderia ter rendido um “men on a mission” acidental mais inspirado, mas tudo bem. Assistir ao Bruce Lee exibindo sua superioridade marcial contra os capangas de Han e em cima do mesmo é sempre divertido, assim como a interação entre Saxon e Kelly. Aliás, não lembrava do quanto era divertida a cena em que Saxon e Kelly apostam suas lutas com um chinês que mais parece uma versão maoísta de Adolf Hitler. “The Maoist Hitler”, eis o grande exploitation nunca feito.

Só é uma pena que o Bruce Lee tinha de demonstrar sua superioridade marcial de forma tão veemente, seu embate contra O’Hara (Bob Wall), o homem que matou sua irmã e contra o velho, mas habilidoso, Han poderiam ter sido mais disputados. Mas tudo bem. Talvez o mais verossímil seja ver Bruce despachando seus adversários sem dificuldade mesmo. Aliás, vendo esse filme, fico pensando se Bruce Lee não seria uma espécie de Steve McQueen asiático e como seria interessante se tivessem filmado juntos. Mas acho que nunca saberemos. Que droga.

O Dragão Chinês (The Big Boss, 1971)


O filme que sedimentou o “Dragão” como um astro. Um jovem chinês vai para a Tailândia em busca de trabalho. Lá, além de emprego, ele encontrará violência e morte. Aparentemente o filme seria protagonizado pelo James Tien, o sujeito que acolhe Bruce em Hong Kong, mas com a mudança de diretores decidiram dar o crédito ao nosso querido Lee. Bruce só vai lutar mesmo com quase uma hora de duração, o filme não é tão agitado quanto Operação Dragão, lançado dois anos depois, até porque seu personagem tenta ao máximo zelar por sua promessa de não lutar com ninguém. Mas quando luta...

É incrível como Bruce se movia mais rápido e dava golpes mais bonitos que praticamente todo mundo com quem contracenava. Fico imaginando como seria vê-lo em ação mais pro fim dos anos 70, onde as coreografias marciais alcançaram um nível bem mais elevado. Entretanto, não consigo imaginar o Bruce lutando em um Shape, como fizeram Sammo Hung e Gordon Liu. Aliás, se Bruce Lee chamasse o Gordon Liu, o Chen Sing e o Sammo Hung ou o Jackie Chan ele poderia fazer sua versão de “Sete Homens e Um Destino”, onde ele seria o McQueen, é claro, Liu seria Yul Brynner, Sing seria o Charles Bronson e o Humg (ou o Chan) seriam o jovem pistoleiro. Mas já estou divagando.

Lo Wei, o diretor, não é exatamente o cineasta mais talentoso do mundo, mas criou um filme até bastante redondo, brutal (o mais sangrento de Lee) e que apesar de alguns equívocos é um filme bem legal, me remeteu um pouco os filmes de ação que se faziam no começo dos anos 70 em Hollywood, como os trabalhos do Winner com o Charles Bronson. Só que com uma atmosfera mais cafona, pobre e suja, como uma cruza entre um thriller, um filme mundo cão e kung fu. Parafraseando Charles Bronson, pode não ser um Bergman, mas dá pra se divertir.

sábado, 28 de agosto de 2010

Os Mercenários (The Expendables, 2010)


Eis que finalmente assisto ao filme que seria o “Cidadão Kane” da “cascagrossice” cinematográfica. Sylvester Stallone chamou alguns dos nomes mais marcantes do cinema de ação dos anos 80, 90 e 00 para fazer um daqueles filmes simples, sem refinamento, mas que envolviam um mínimo de 50 mortes por tiros, facas e espancamentos por parte do protagonista.

Para começar gostaria de lembrar que uma vez eu dizia em uma palestra que dei sobre cinema, uma dessas que faço frequentemente nas mesas de botequim do meu bairro ,onde divido com mais dois indivíduos cujos nomes não me recordo, que não existia violência gratuita no cinema, existem apenas os bons e os maus filmes. Com certeza muitos julgaram este filme, assim como vários outros nas filmografias dos envolvidos no projeto, como  “descerebrado”, desses que faz “apologia a violência gratuita”. Mas, ora bolas, como que um bando de mercenários derrubariam um ditador sulamericano? Com placas dizendo “abaixo a ditadura” e ensaios fenomenológicos de Jean Paul Sartre? Nada contra os acadêmicos, eu mesmo adoro vários pensadores e críticos, mas fazer o Stallone interpretando um leitor de Noam Chomsky que vende seus serviços intelectuais para CIA não faria muito sentido, embora eu acredite que ver o Dolph Lundgren encarnando um Pós-doutor em filosofia, com especialização no pensamento racionalista de Bertrand Russel, faixa preta de Karatê certamente que me chamaria a atenção. Mas já estou divagando. O fato é que “Os Mercenários” é um filme bacana, divertido, mas que rendeu sim menos do que a comunidade cinéfila estava esperando. Quero dizer, é melhor do que muita coisa, mas podia e devia ter sido melhor. Stallone filmando lutas como se fosse o Paul Greengrass é inconcebível. Seria como o David Coverdale lançando um disco tendo como banda de apoio o Simple Plan.

Os personagens então, dispensáveis como diz a tradução literal do título do filme. Jet Li desperdiçado, o momento Schwarza, Sly e Willis meio minguado e com pouco charme. Os destaques vão para Lundgren, divertido como um sujeito com miolos a menos mas agressividade a mais, pro Eric Roberts como a epítome do vilão mau caráter e assassino, dono das melhores tiradas do filme, e Mickey Rourke. Incrível como esse homem consegue trabalhar com tão pouco. O diálogo entre ele e o Stallone, na cena, aliás, mais bem filmada em toda a película, é capaz de comover até o jiujiteiro mais tradicionalista. Agora, o que me deixa meio triste é o Gary Daniels, um dos meus astros favoritos do cinema de baixo orçamento da década de 90, lutar contra o Jet Li e o Jason Statham e a câmera do Stallone atrapalhar a fruição do confronto. Digo, esse deve ter sido o highlight da carreira de Daniels, assim como pro Don Wilson foi aparecer em “Say Anything” ao lado de um jovem John Cusack e, anos mais tarde, enfrentar o Chris O’Donnel em “Batman Eternamente”. Po, isso era pra ser mais marcante que o Billy Drago matando o Sean Connery em “Os Intocáveis”!

Mas, se nem tudo é ouro, não se pode acusar o filme de chato ou um fracasso completo. As lutas mal filmadas são compensadas com boas cenas de tiroteio, o grosso do filme, e as explosões. A cena do Sly com Statham brigando contra militares em Vilena, país fictício onde se passa a história, culminando com a cena do avião ficarão em minha memória por um bom tempo. Se o Stallone acertar as gorduras do filme pra continuação estaremos diante, aí sim, do filmaço prometido.

Mudando de assunto eu, um grande entusiasta de rip offs e outras patifarias, acho que deveriam fazer um filme em que o Eric Roberts, junto do agente interpretado pelo Gary Daniels, tivessem que se juntar aos personagem maluco do Dolph Lundgren pra fazer algum estrago ou dominar algum país pequeno, o que fosse. O título do filme poderia ser "The Company Men" ou "Damnation", uma reflexão sobre a influência de uma certa nação imperialista sobre países de terceiro mundo. Poderiam filmar tudo nas Filipinas, podendo explodir o triplo de coisas caso os preços ainda sejam acessíveis como no passado, e teríamos o melhor dos dois mundos: Eric Roberts em algum monólogo reafirmando sua superioridade e seu desejo em ser soberano, dialogando de maneira psicótica com a teoria do "Super-Homem" Nietszcheana, Dolph Lundgren como o mercenário que participa de qualquer coisa desde que lhe seja permitido matar um monte de gente, numa alusão capenga ao Heidegger e Gary Daniels como o fiel escudeiro de Roberts, que no decorrer do filme perceberia que o poder é corrupto e que deseja abandonar o barco após ajudar o velho companheiro, mas será tarde. A base pra isso seria um plágio descarado ao filme “O Homem que Queria Ser Rei”,  junto ao “Homens de Guerra” com pitadas de “Riot” e “Operação Kickboxer”.As duas últimas seriam apenas porque são dois de meus filmes favoritos do Daniels e do Roberts, respectivamente., não queria dar atenção apenas ao Lundgren. Eu até colocaria o Kenneth Tigar e o Philip Rhee como coadjuvantes e uma foto do Brandon Lee com o Lundgren, tirada dos sets do “Massacre no Bairro Japonês”, em homenagem ao falecido. Poderiam até mesmo mostrar um Flashback do Lee dizendo a ele “você tem o maior pênis que já vi”, para reforçar a intimidade entre os dois. no passado e como sua ausência parece ter deixado um buraco no peito de Lundgren. Bom, talvez a ultima parte pudesse ser diferente. O importante é algum produtor picareta ler esta postagem, arrumar o dinheiro e fazer o filme. Fiquemos na espera! 


Atualização: O senhor Otávio Pereira, mais conhecido como Octavius, do Neurovisual Experiences, sugeriu que na já clássica cena do Flashback de Dolph Lundgren recordando Brandon Lee, rolasse uma canção de amor no plano de fundo. Sugeri inicialmente Cindy Lauper, mas acho que essa aqui traduziria melhor a relação entre os dois personagens: 

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Stallone e os Miquinhos Adestrados ou Agora já deu...

Pessoal, quero que saibam que, apesar de nossos vários problemas, acho bem legal ser brasileiro. Não tenho vergonha de ter nascido aqui mesmo com várias figuras deploráveis que dominavam e ainda dominam nossa política, reconheço que parte de nossas mazelas talvez não sejam mazelas pra muitos países, mas nós temos sim motivo de nos orgulhar de uma série de coisas. Tivemos o Movimento Antropofágico, Machado de Assis, o Cartola, os falecidos Nelsons Rodrigues e Gonçalves e, ainda vivo, o Paulo Cesar Peréio. Somos diferentes de vários países e,  em muitos casos, pra melhor. Rimos de morte da sogra, troçamos o chifre pessoal ou alheio, somos bons de bola e, em muitos lugares por aqui, vemos cenas inusitadas como pessoas de baixa renda que por pouco não passam fome fazendo Sopão pra mendigos. Temos uma série de patifarias e falhas de caráter, claro,  não existe nação que fique intacta, mas, comparativamente, matamos menos que os ingleses, franceses ou os espanhóis. Não devemos ser endeusados, assim como ninguém que respira, come e excreta. Mas, cacete, quando inventamos de ser imbecis e equivocados não ficamos devendo nada a nenhuma nação. Vejam a última que recebi sobre a polêmica dos "Mercenários":

"Bilheteria Zero para o Stallone


Foi com tom de deboche e fazendo piadinhas de mau gosto que Sylvester Stallone  falou sobre a filmagem no Brasil do filme Os mercenários, do qual é diretor,  durante a feira Comic-Con 2010, em San Diego.
Podiamos matar pessoas, explodir tudo, e eles (os brasileiros) ainda diziam  obrigado, disse o ator, afirmando que os produtores tiveram aqui liberdade para  gravar sequências mais agressivas, usar armas mais perigosas e até destruir  propriedades. E ele ainda debochou da hospitalidade, dizendo que os brasileiros  agradeciam e ainda ofereciam um macaco para eles levarem para casa. Os  brasileiros estão indignados com as declarações de Silvester  Stallone! Munido de arrogância, prepotência e preconceito esse atorzinho medíocre viu-se no direito de denegrir a  imagem do nosso país em um evento nos Estados Unidos. Após ter sido  extremamente bem recebido no Rio de Janeiro, retribuiu com uma grande tirada de sarro  com a cara de cada brasileiro. Dia 13/08 foi o  lançamento do filme Os Mercenários cujo título tem tudo a ver com a filosofia de vida dos americanos.  
A idéia é a criação de uma corrente para provocar bilheteria zero, nesse dia,  no Brasil. Afinal de contas, o que ganharemos em assistir tal filme recheado de  violência e de atuações medíocres? O cinema brasileiro produz filmes  infinitamente melhores a partir de roteiros inteligentes e temas que levantam  discussões acerca do comportamento humano, diferenças sociais, humor etc.
Precisamos dar uma resposta a tais declarações mostrando ao mundo que não há  mais lugar para o preconceito."

Poderia responder simplesmente que "no dia que o Selton Mello der uma voadora igual ao Jet Li eu apóio essa iniciativa", contudo, já estou um pouco farto dessa história. Francamente, foi só uma piada. Muito pior fazem os nossos "cineastas trinta horas" ou a Globo Filmes, essas castas que dominam os grandes centros culturais brasileiros. Ainda há quem tente denegrir indivíduos REALMENTE críticos e especiais, como Glauber Rocha, ou figuras que "simplesmente" querem trabalhar com cinema popular e trazer uma identidade brasileira em meio aos multiplexes, Crepúsculos e outras patifarias, como Zé do Caixão enquanto elogiam políticas de governo problemáticas e que só serviriam para abrir ainda mais as nossas pernas ante o mercado externo. Você pode não gostar dos dois cineastas que citei, mas são figuras importantes em nossa história e que, francamente, merecem pelo menos respeito. 

O Stallone pode ser um monte de coisas, canastrão, tacanho e, aparentemente, caloteiro, como a mídia andou noticiando, mas dirige sim melhor que muita gente aqui. Não merece ser endeusado, é certamente um cinema menor do que, sei lá, um Copolla, pra ficarmos entre os americanos, mas é melhor do que um monte de "visionários". Tudo o que ele fez foi fazer uma graça com o seu público utilizando um certo estereótipo nosso que existe lá. Ele não exatamente contribui para que sejamos taxados de bonitos, mas é só uma piada. Já viram Family Guy? O sujeito zomba de TODOS os tipo que co-habitam a América e a, ainda assim, é assistido por muita gente lá fora. Querem ser revolucionários? Deixem de pagar algum imposto para ferir algum patife em Brasília ou, pelo menos, parem de babar o ovo de qualquer indivíduo de status que venha de lá e de chamá-lo de "gênio", "distinto" ou "maravilhoso". Isso talvez causasse algum efeito. Boicotar o filme do Stallone porque ele fez uma piada ruim sobre "a nossa gente" equivale a "xingar muito no Twitter" uma figura cretina como um Collor ou Sarney.

Em suma, quer ver o filme, veja, não quer, tudo bem. Mas, por favor, saiba escolhar suas batalhas ou pelo menos arrume uma de verdade para lutar, Acima de tudo: não perturbem minha caixa de emails!

domingo, 20 de junho de 2010

Legend of the Fist: The Return of Chen Zhen


O diretor Andrew Lau NÃO é o cineasta mais sólido de seu país. O filme corre o risco de ser mais raso que banheira de criança e com certeza um espectador mais exigente, como os amigos Leandro Caraça e Davi Oliveira Pinheiro, apontarão nele seus problemas mais graves. Mas, cá entre nós, não promete ser tão gostoso de ver quanto pizza calabresa e Coca-cola? Numa época em que o cinema de ação parece desaprendido a filmar um soquinho na cara, acho que daqui pra frente teremos um passatempo adorável e, desde já, esse filme está na minha lista de espera, junto ao novo do Cronenberg, do Woody Allen, ds filmes da Marvel e o Besouro Verde. Será que atualmente, no cinema de kung fu chinês, só Donnie Yen salva?

segunda-feira, 31 de maio de 2010

A Clint Eastwood, em seu octagésimo aniversário

Sei que boa parte do mundo chora a morte de Dennis Hopper, ocorrida no último sábado, dia 29 de maio. Mas o mundo continua e, se por um lado lamenta-se a morte de um ícone, podemos prestigiar a vida de outro. Clinton Eastwood Jr comemora hoje 80 anos de idade com muito vigor e uma série de clássicos em seu currículo, seja como ator ou como diretor. Uma figura formidável, que conseguiu romper com o estereótipo de homem de ação (que desempenhou com talento e afinco) e se tornar um diretor que passeou pelos mais diversos gêneros com maestria, mostrando inteligência, sensibilidade e talento pouco visto atualmente em um cinema americano que já teve dias melhores. Fiquem agora com duas cenas de "Impacto Fulminante" (Sudden Impact, 1983), o quarto filme da série Dirty Harry, dirigido e protagonizado pelo próprio, que, aliás, foi o filme que me fez seu fã. Vida longa ao octagenário de ferro.





quinta-feira, 18 de março de 2010

Por um punhado de Resenhas – 1ª Parte

Amigos: como vocês sabem, além de arrogante, bobo, sem graça, gordo, feio e não ter uma namorada, eu também sou um péssimo blogueiro. Se fossemos comparar minha atuação e atenção com este blog com uma relação amorosa, bom, acho que eu seria o Kiefer Sutherland e o “Mad Blog” a Julia Roberts. Mas deixemos de conversa e vamos começar estas mini resenhas com filmes de ação que assisti recentemente.

Lutador de Rua (Blood and Bone, 09) de Bem Ramsey

Essa produção lançada direto no mercado de DVD é uma mostra de que tendo um roteiro mais ou menos nas mãos de um diretor que não filme cenas de ação como um completo imbecil e tenha certa noção de ritmo, embora não seja um Isaac Florentine, e um sujeito carismático que seja bom de luta e possua firmeza em atuar com uma expressão apenas (coisa muito mais difícil do que as pessoas pensam), sai algo possível de ser consumido com a mesma empolgação com que se come um prato de jardineira tomando uma cerveja com os amigos em um botequim sujo de esquina. Longe de ser perfeito e repleto de gordurinhas, mas cai que é uma maravilha se o seu paladar e estômago forem fortes. Historia simples: ex-presidiário se envolve em lutas ilegais para realizar um secreto plano de vingança. Michael Jai White deve ser um dos caras mais subestimados da industria e é difícil de acreditar que o diretor do filme seja o roteirista da famigerada adaptação de Dragon Ball Z. Muita porrada, coreografada por J.J. Perry e participações especiais de Kimbo Slice, Bob Sapp e da linda Gina Carano em uma rápida porém simpática ponta. Pra quem acha que filme bom tem que ter no mínimo cinqüenta pessoas com o nariz quebrado.

Merantau (idem, 09) de Gareth Evans

Esse também é bacana. Aliás, bacaníssimo. Trama simples, similar a do tailandês “Ong Bak”, onde o protagonista Yuda (o novato Iko Uwais), jovem do interior que vai a cidade querendo ser um mestre de artes marciais, usa todas as suas técnicas em Silat para descer o sarrafo em traficantes de mulheres. Destaque para as excelentes cenas de luta e para os vilões Ratger e Luc, interpretados por Mads Koudal e Laurent Buson. O primeiro não luta tão bem quanto o segundo, mas deu bastante gás em sua interpretação de vilão sanguinário, pervertido e possivelmente homossexual, e aparentemente é um ator de certa fama na Dinamarca. Já Buson, pelo que li na internet, é membro de uma equipe de dublês de Hong Kong formada apenas por ocidentais, o que não e pouca merda não. Que o cinema Indonésio lance mais filmes como esse. O protagonista, como devem ter percebido pela minha economia em elogios, não tem tanta presença e certamente tem pouca intimidade com as câmeras, mas é muito talentoso como performer e achei sua atuação superior a de Tony Jaa em sua estréia. Claro que isso interessa menos do que a Karina Bacchi vestida com trajes de mulheres islâmicas discorrendo sobre o Alcorão, mas é um ponto positivo, espero que um novo astro tenha nascido com esse filme. Detalhe que a versão que assisti é a que saiu nos Estados Unidos, que, de acordo com o IMDB, tem cerca de 28 minutos a menos. Se alguém souber o que perdi (ou mesmo ganhei) vendo essa versão, por favor, me diga.

A Luta do Dragão (Dragon Fight, 89) de Billy Tang

Esse é da época em que Jet Li era Jet Lee. Antes das cordas e de interpretar Wong Fei Hung, ele interpreta um jovem mestre em Wushu, Jimmy, que, graças a um crime cometido pelo seu “irmão” Tiger (o ótimo Dick Wei), acaba ficando na América como fugitivo e imigrante ilegal. Enquanto ele tenta seguir com sua vida trabalhando em um mercadinho com o mulherengo e cafajeste Andy (Stephen Chow, também antes de virar superstar), Tiger se torna homem de confiança da máfia chinesa. Claro que uma hora isso vai dar merda... Não é um dos melhores da carreira do Li, mas é um filme bem divertido e com cenas de ação bem bacanas. Uma boa oportunidade de ver o astro saindo no braço sem artifícios. Agradeço ao amigo Takeo Maruyama, que me arrumou uma cópia do DVD gringo por um preço camarada. Até as próximas, onde falo das comédias que vi recentemente.